
COMO FAZER ORIENTAÇÃO OU ACONSELHAMENTO DA PÍLULA DE EMERGÊNCIA

Considerando que todos têm direito a uma prática sexual segura, prazerosa e sem violência, farmacêuticos e balconistas devem oferecer informações e esclarecimentos para as consumidoras da pílula de emergência.
Os principais aspectos que devem ser levados em consideração são:
Informar sobre a possibilidade de evitar a gravidez após a relação sexual, utilizando a pílula de emergência e esclarecendo sobre o prazo de tempo limite para iniciar o método (até 120h ou 5 dias após a relação sexual).
Informar sobre a perda de efetividade de pílula de emergência com o passar dos dias.
Informar sobre as marcas comerciais disponíveis, preços e a forma correta de uso presente na receita médica ou em material educativo.
Indicar um serviço público de saúde (SUS) acessível para consulta e acompanhamento médico, orientação em planejamento reprodutivo ou para tratar eventuais reações adversas.
A pílula de emergência apresenta, em média, índice de efetividade entre 75% e 85%, o que significa dizer que pode evitar três de cada quatro gestações que ocorreriam após uma relação sexual desprotegida. É importante destacar que interações com outros medicamentos, como os antibióticos, podem diminuir o índice de efetividade ou provocar outros problemas de saúde.
Informar que a pílula de emergência não protegerá a mulher de uma gravidez nas relações sexuais posteriores. Deve-se orientar a utilização de um método de barreira até a próxima menstruação e, posteriormente, um método anticonceptivo para uso regular.
Informar que a pílula de emergência não protege de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e do HIV/AIDS.
Estimular o uso do preservativo como dupla proteção, sempre que possível e indicado. A dupla proteção é dada pelo uso combinado de camisinha masculina ou feminina com outro método anticoncepcional, prevenindo a gravidez e a contaminação pelo HIV/AIDS ou outras DST.
Informar que a pílula de emergência pode causar efeitos adversos, como náuseas e vômitos, e como proceder nestes casos.
Orientar, caso ocorra vômito nas primeiras duas horas após a ingestão da pílula de emergência, que a dose seja repetida.
Esclarecer que o uso repetitivo da pílula de emergência é menos eficiente que os métodos anticonceptivos de uso regular para prevenir a gravidez.
Informar que, se utilizada com frequência, a pílula de emergência apresenta as mesmas contraindicações de qualquer outro método anticonceptivo hormonal.
Explicar que a maioria das usuárias da pílula de emergência experimenta pouca ou nenhuma alteração no ciclo menstrual. É importante esclarecer que não provoca sangramento imediato após o uso. A Organização Mundial da Saúde afirma que 57% das mulheres que a usam terão a menstruação seguinte ocorrendo dentro do período esperado, sem atrasos ou antecipações.
Esclarecer que a pílula de emergência não se aplica às situações de atraso menstrual e que a utilização tem indicação apenas para situações de exceção com o objetivo de prevenir gravidez inoportuna ou imprevista.
Informar sobre a ausência de efeito abortivo da pílula de emergência.
Essas informações, prestadas de maneira clara e acessível, são fundamentais para a oferta da pílula de emergência na perspectiva dos direitos sexuais e reprodutivos.

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